Eu quero saber onda tá o

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sem pouso

O teto está cada vez mais próximo.
Luzes estranhas piscam a todo momento e eu não sei o que dizer pra mim.
- Mais uma dose. – Repito em voz baixa. Ninguém ouve, não tem ninguém aqui, apenas eu e o que me sobrou de uma lucidez inútil.
A cama parece crescer metros a cada segundo e meus olhos não conseguem medir a distancia até o chão. Eu me jogaria, mas estaria lá sozinha, contraindo o meu corpo tentando encontrar a mim mesma ou, quem sabe, tentando fugir da cápsula para subir mais alto.
Voar, voar em círculos, perder as penas, me lançar no infinito sem saber do pouso ou do ninho.




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