Eu quero saber onda tá o

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O tempo não pode parar 2 - Continuação-


Me escondi no primeiro lugar que eu vi que poderia ser abrigo para mim e minhas lágrimas. Me acolhi na rua mesmo , atrás de uma árvore. Chorei , e depois que me acalmei, vi que a rua estava completamente vazia . Isso me aliviou , ao menos ninguém , fora aquelas meninas que estavam comentando sobre mim , haviam me visto. Enxuguei as lágrimas que ainda estavam em meu rosto. Levantei-me , ergui a cabeça e fui até a doceria  mais próxima , embebedar-me de gostosuras açucaradas .

Entrei naquela loja e encontrei uma amiga de infância minha , eu não a via por uns 3 meses. Ela morava em outro bairro , e foi uma surpresa encontrar ela por ali.
"Não acredito! Luana! "- Disse ela , animada e me abraçando.
"Ah , oi Clarinha. Tudo bem?" - Eu falei , não muito alegre e com a aparência notavelmente triste.
"Comigo tá tudo bem. Mas parece que com você não está... "-Ela disse , mas nesse momento a mãe dela a chamou para ir para o carro.
"Ei, pega meu telefone , é 9965-3754 , qual o seu?"- Ela disse , pegando seu celular rosa choque da bolsa , pronta para anotar o telefone.
"8453-7852."-Eu disse , anotando o número dela.
"Foi bom te ver de novo!"- Ela disse , dando-me um abraço apertado e indo embora.
"Tchau"- Eu disse, acenando para ela e a família , que estava esperando-a dentro do carro

Fui até o local onde os doces ficavam expostos, um típico self service de doces, onde você escolhe as gostosuras , coloco-as em um saquinho próprio para carregamento de balas e paga pela quantia certa. Foi isso que eu fiz,  escolhi as balas , paguei e comi todas elas . Comi enquanto saia da doceria , indo em direção a minha casa, o lugar onde eu mais queria chegar naquele momento.

Abri a porta de casa, acho que ainda estava com o rosto inchado . Não havia ninguém na sala , cheguei ao meu quarto , ainda havia mais 2 balinhas dentro da sacolinha plástica. Deixe em o saco em cima da mesa onde ficava o computador. Fui tomar banho . Quando saí do banho , parecia ser outra pessoa. Me sentia mais madura , mais mulher , de certa forma. Estava pronta para encarar uma paixão. É , eu estava querendo mesmo encarar uma paixão , lutar por ela , se for necessário , até aceitaria um sofrimento por amor. Mas eu queria e algo de dentro de mim dizia que eu iria ganhar aquela luta.

-É , continua -

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