Eu quero saber onda tá o

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O Tempo não pode parar 4 - Continuação -

Deitei no meu travesseiro , senti como se afundasse em um mar de total desespero. Sentia minhas lágrima molharem o colchão e escorrer para as minhas costas. Não ligava , eu já não enxergava mais nada. As lágrimas cobriam minha visão. Resolvi fechar os olhos e deixar as lágrimas escorrerem livres.

Quando senti que já estava cansada de chorar , procurei tatear o interruptor , em busca de apagar a luz. E apaguei . Afundei novamente a cabeça no travesseiro molhado de lágrima e adormeci , sem me importar de como seria o dia que estaria a se seguir.

Quando amanheceu , não tive que me preocupar com minha mãe ou pai me acordando para ir ao colégio , afinal , estava de férias. Senti o raio de sol que saía pela brecha da janela que não estava coberta com a cortina, entrar no meu quarto e chegar até mim. Senti um calor , e , tentando escapar , virei-me de lado, dando de cara para o meu poodle , o Jerônimo .

Não culpo o pobre do Jerônimo por ter recebido esse nome tão feio. Mas quando nós o achamos na rua , ele tinha uma coleira com esse nome . Até procuramos os donos dele por um tempo , mas decidimos adotá-lo. No começo , tentamos impor outro nome para ele como , Alex , Donald , Migg  e até mesmo Toby , mas ele só aceitava o antigo e feio nome , Jerônimo. Então resolvemos nos contentar com esse nome mesmo.

 Abri meu olhos para ver se era mesmo o meu cachorro deitado na minha cama . Eu achei estranho  , afinal , eu não o tinha visto ontem quando voltei para casa. Mas não liguei. Eu ainda estava com muito sono . Então comecei a acariciar o pelo macio do Jerônimo . E como o sono me embalava a cada segundo e eu ia caindo devagar nas suas mãos, acabei adormecendo , não sei por quanto tempo , mas adormeci.

"Luana!"- Escutei a voz da minha mãe me chamar de um local meio que distante.
Na hora que ela me chamou , já estava acordada , mas estava naqueles momentos de devaneios , que a gente está meio que acordado e meio que dormindo. Como ainda estava com um pouco de sono, tentei falar alguma coisa para que ela me ouvisse e soubesse que eu estou , bem , viva e acordada. Mas acho que aquilo soou mais como um murmuro , algo feito " Greeh.." Soube isso pela resposta que ganhei da minha mãe.
"O que? Menina levanta já daí!"
E aí eu raciocinei e percebi que eu estava um pouco tonta . E  aquele meu murmuro foi tão baixo que eu pouco pude escutar. Quanto mais minha mãe , que pelo que eu ouvia , estava  a quilômetros de distância.

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